terça-feira, 20 de novembro de 2007

Sol do Meio Dia

Sol do Meio Dia
Algum lugar me leva ao nada,
sem que eu possa saber
me desvio de meu próprio caminho
vejo que não tenho mais nada a perder
Sinto o chão em que piso,
porém não consigo correr
vejo marcas de um passado
cicatrizes que não querem se esconder
Perdido entre montanhas e planícies,
ja nem sei mais quem sou
olho além de meus horizontes,
e relembro o que passou
São histórias e tentativas
de criar algo que um dia teve vida
em um peito onde ardia o fogo
só restam cinzas frias e esquecidas
Mas imploro a minha volta,
não que seja tardia
em uma chance tão remota
espero retornar ao sol do meio dia
Orgulhoso e banhado pela tua luz
sem mais mistérios velados pela solidão
hoje te apresento o meu olhar
isento dos caminhos, isento da decepção
Clareando a escuridão
agora vejo muitas glórias
agarrado ao teu segredo
vejo queimar as últimas horas
Do meu passado que se foi
de escolhas que não pude negar
de histórias que contadas uma vez
uma vez mais, abandonariam o lar...
...
Autores: Magno Pinheiro e Douglas Marques

Um comentário:

MAGNOP disse...

cara...o nosso poema ficou show !
isso ninguém pode negar...e olha que eu não sou de elogiar o que eu escrevo !